ECONOMIA

País não pode ficar refém da crise, afirma presidente da Fiesc

19 Maio 2017 13:12:14

Em painel na Jornada Inovação e Competitividade, Glauco Côrte disse que o Brasil precisa continuar trabalhando

Adjori/SC por CO
Foto: Marcos Quint
O Presidente da Fiesc, Glauco Corte.

"Não podemos ficar refém das incertezas e das turbulências causadas pela crise política e ética que parece não ter fim. Pelo contrário, temos que continuar trabalhando duro como é da natureza do setor produtivo do bem e apoiar o Congresso Nacional em relação às reformas estruturais que visam organizar o País, promovendo investimentos e geração de empregos. O Brasil das pessoas do bem é maior do que a crise", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, durante a abertura do painel sobre negociações internacionais, na Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, que a entidade realiza de 17 a 19, em Florianópolis. 

Em sua palestra, a assessora sênior do diretor-geral da OMC, Tatiana Lacerda Prazeres, destacou as principais ações em debate na agenda da Organização e disse que estão em curso discussões para aumentar a participação das pequenas empresas no comércio internacional. Também citou o acordo de facilitação de comércio, que entrou em vigor recentemente, e trata da simplificação de procedimentos aduaneiros. O acordo foi adotado pelos 164 países membros da OMC, que representam 98% do comércio mundial. "A associação de tempo e custo é fundamental para o exportador. A harmonização de procedimentos é algo realmente muito importante. Todos os esforços em nível global para simplificação de procedimentos são valiosos", ressaltou Tatiana, lembrando que a expectativa é de redução de 14,3% dos custos médios das operações comerciais.  

A especialista da OMC disse ainda que a estimativa é que o comércio mundial aumente 2,4% em 2017. As expectativas são de retomada do crescimento ainda que a ritmos mais modestos e não a taxas vistas antes do período pré-crise, quando chegaram a crescer 5% por um período. "Há incertezas de natureza política e não há clareza absoluta em relação à política comercial dos Estados Unidos", concluiu.

O diretor de desenvolvimento industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, disse que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de exportação e de acessar novos mercados através de acordos comerciais, que hoje estão trazendo no seu bojo uma série de outros temas. "Não só tarifas, mas pontos importantes como barreiras não-tarifárias, compras governamentais e investimentos. Temas que podem trazer mais vantagens para o Brasil do que simplesmente a redução de tarifas", avaliou.

Em relação ao acordo Mercosul-União Europeia, que está há 15 anos em negociação, Abijaodi disse que é preciso aproveitar a visão estratégica que Brasil e Argentina têm em relação ao comércio exterior para concluir as negociações. "A situação do mercado internacional não é tão demandante. Tem suas restrições, ainda causadas pela crise de 2008, mas, mesmo assim, o Brasil tem que começar a trabalhar para concluir esse acordo", afirmou. O diretor da CNI destacou ainda que o Brasil tem negociado acordo com o México, concluiu com o Peru, mas precisa negociar com a Colômbia e ampliar as negociações com o Chile. Ele ressaltou que há países que estão demandando ao Brasil um acordo, como é o caso do EFTA (European Free Trade Association), área de livre comércio formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

"A indústria tem que mostrar sua capacidade. O Brasil esteve fechado por muitos anos e é o momento de ocupar o espaço que o país tem direito pelo seu potencial industrial. Não existe dúvida que o comércio internacional é muito importante para a indústria", concluiu Carlos Eduardo. Veja abaixo as prioridades da Agenda Internacional da Indústria 2017, documento lançado recentemente pela CNI.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto, salientou que o Brasil não tem acordos de investimentos em vigor, mas o governo tem buscado mudar esse quadro e está trabalhando em negociações que vão além das tarifas e incluem serviços, investimentos e compras governamentais. Inclusive o Mercosul permite que o Brasil faça a negociação individual de termos não-tarifários. Nos últimos dois anos o Brasil concluiu negociações com 14 países.

"O Brasil tem uma rede importante de acordos comerciais, mas ainda relativamente concentrada na América Latina e em tarifas. Temos buscado a diversificação dos parceiros comerciais e a ampliação temática dos acordos", afirmou Abrão. Segundo ele, o próprio Mercosul recentemente voltou a ter discussões comerciais importantes. No segundo semestre o Brasil vai exercer a presidência do bloco. "Isso aumenta a responsabilidade do Brasil em fazer entregas efetivas", declarou, lembrando que está em negociação a discussão de acordo de compras governamentais.



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