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Economia

Queda na renda reduz intenção de consumo dos catarinenses

Entre os principais indicadores do ICF, a maior queda foi observada no critério renda, com redução de 5,7%.

RCN por CO

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu para 69,8 pontos em setembro em Santa Catarina, queda de 11% em relação ao mês anterior. Esta foi a sexta queda consecutiva no indicador, que na comparação com o mês período do ano passado, registra retração de 52,2%. 

O dado, calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), varia de 0 a 200, onde valores abaixo de 100 indicam pessimismo. O índice utiliza como parâmetros as perspectivas atuais e as expectativas dos principais fatores relacionados ao consumo - como emprego e renda. 

Entre os principais indicadores do ICF, a maior queda foi observada no critério renda, com redução de 5,7%. Em setembro, o índice foi de 94,8 pontos, chegando ao patamar de pessimismo pela primeira vez em 2020. De acordo com a Fecomércio/SC, a queda está relacionada principalmente com expectativas de diminuição na renda nas famílias que recebem menos de 10 salários mínimos. 

"As perdas de renda voltaram a se acelerar a partir de julho, principalmente nas faixas abaixo de 10 salários mínimos, o que também pode estar relacionado à redução de 50% do auxílio emergencial", destacou a entidade em relatório. 

Além do emprego e da renda, outro indicador importante para determinar o ICF é facilidade no acesso ao crédito. O índice também se encontra em patamares de pessimismo, chegando a 65 pontos, queda de 6,9% em relação ao mês passado. 

Endividamento 

Outro dado utilizado pela Fecomércio/SC para medir o momento da economia é o percentual de famílias endividadas. Segundo a entidade, esse índice chegou a 41,3%, uma queda em relação aos 42,4% registrados em agosto. A estimativa é que 54 mil famílias deixaram de estar endividadas no período.  

A maior parte das dívidas contraídas pelos catarinenses são de cartões de crédito (68,1%), seguido por carnês (40,8%) e financiamento de carro (35,6%). Em média, as dívidas correspondem 30,6% da renda das famílias no Estado, número considerado preocupante pela Federação. 

Correspondem a 30,6% da renda das famílias 

Por outro lado, a taxa de inadimplência - que mede a quantidade de famílias com contas em atraso - caiu em setembro. O índice passou de 11% em agosto para 10,5% no último mês. Já o percentual de catarinenses que afirmou que não vai conseguir honrar seus compromissos se manteve estável (5,2%).  

Segundo a Federação, o governo precisa continuar agindo para que estes indicadores não registrem resultados piores nos próximos meses. "Neste momento, as medidas mais importantes para conter a queda no consumo continuam a sendo as políticas de manutenção do emprego e da renda, assim como medidas de ampliação do crédito que possibilitem reduzir taxas de juros e risco de inadimplência", ressaltou.





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