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Bullying: uma agressão disfarçada de brincadeira

13 Agosto 2018 21:33:00

Elaine Leal / CO



A história acima é mais uma dentre tantas que ouvimos para compor esta matéria. Histórias de crianças e adolescentes que foram humilhados em nome de uma "brincadeira" maldosa, que para quem sofre, não é brincadeira. A prática é conhecida como bullying.  

Uma pesquisa realizada pelo IBGE, com dados de 2015, sobre a saúde do estudante brasileiro, revelou que 46,6% dos estudantes entrevistados falaram já ter sofrido algum tipo de bullying e sentiram-se humilhados por colegas da escola, 39,2% afirmaram que se sentiram humilhados às vezes ou raramente e 7,4% revelaram que foram humilhados com frequência. Entre os principais motivos da humilhação está relacionado à aparência.

Para quem sofre, o bullying não é engraçado e pode deixar marcas profundas. A mãe de um adolescente de 11 anos de idade, aluno de uma das escolas de Otacílio Costa, nos deu um relato comovente da luta que tem travado junto ao filho contra a prática.

"Meu filho sofre bullying na escola e às vezes fico me questionando o porquê de tanta maldade? Que tipo de educação essas pessoas recebem em casa? Meu filho sempre respeitou os colegas de escola, mas de tanto sofrer bullying passou a ser uma criança agressiva, se tornou retraído e sempre está com medo. Ele perdeu o interesse pelos estudos e vejo que é tudo reflexo do que está vivendo, ou seja, do bullying", comentou indignada a mãe, que prefere não se identificar.

A principal causa das ofensas, segundo ela, é pelo menino estar acima do peso. Ela ressaltou que comunicou o fato a escola que, ano passado, realizou um trabalho de conscientização em sala de aula tratando do assunto. Este ano, retornou à instituição, pois as situações de humilhação não pararam, mas conforme ela relatou, nada foi feito ainda.

"Acho lamentável esse tipo de situação. Fico triste em saber que mandamos um filho para escola e, lá, tenha que conviver com esse tipo de atitude por parte de certas pessoas. Penso que há falta de uma maior conscientização por parte de pais em saber como estão seus filhos na escola. Como vai a educação deles dentro de uma instituição de ensino. Se nada mudar, que tipo de geração teremos num futuro próximo? Acho que os pais devem sentar com seus filhos e conversar sobre a questão do bullying", afirmou.


Marcas psicológicas deixadas pelo bullying podem ser determinantes para o desenvolvimento da baixa autoestima, diz a psicóloga 

A psicóloga Raquel Muller explica que o bullying é um comportamento agressivo, cruel e repetitivo. Geralmente, o agressor é uma criança, adolescente ou jovem com problemas emocionais e que não tolera regras de conduta, reagindo quase sempre com violência.

"Alguns dos agressores não possuem limites em seus processos educacionais. Eles podem ter um comportamento que é reflexo do que observam em casa", afirmou.

Para a psicóloga, certos comportamentos de quem pratica o bullying são circunstanciais, isto é, são desencadeados por situações momentâneas como separação traumática dos pais, falta de recursos financeiros, doença ou morte de alguém da família, dentre outras questões.

Ela ressalta que estudos comprovam que as marcas psicológicas deixadas pelo bullying podem ser determinantes para o desenvolvimento da baixa autoestima e influenciam negativamente no desenvolvimento e constituição da personalidade das crianças.

"As vítimas geralmente são crianças, adolescentes ou jovens mais estudiosos e sensíveis. Elas possuem um bom rendimento escolar e boa relação familiar. São presas fáceis que não sabem se defender e se deixam afetar", explica.


Problemas psicossomáticos causados pelo bullying 

A psicóloga identificou alguns problemas psicossomáticos gerados ou produzidos por essa prática perversa. Muitas vítimas podem desencadear depressão, anorexia, bulimia, fobia escolar e social e ansiedade. "São muitos os riscos que o bullying gera", declara.

Ainda conforme Raquel, os pais devem estar atentos para descobrir se o filho sofre algo na escola ou em outro ambiente. Os sinais podem ser de violência física, como marcas no corpo, arranhões, manchas ou comportamento inibido, vergonha e medo.

"Os pais devem se questionar que tipo de educação estamos provendo? A educação deve ser inclusiva, respeitosa e sem preconceitos. O exemplo de conduta e valores dos pais são fundamentais. A ética, empatia, altruísmo e a solidariedade iniciam-se no berço e estendem-se para a vida. Na vida, em suas relações com pessoas, não seja vítima, não seja agressor, seja humano", finalizou.

Tratamento nas escolas

Eliane Pereira, secretária de educação no município, asseverou que os professores e as equipes gestoras são orientados a trabalhar o tema nas escolas como forma de prevenção a qualquer situação e forma de discriminação.

Ela reconhece que nas escolas ocorrem as situações de bullying e por isso se busca trabalhar com os alunos de modo a gerar respeito entre eles e uma melhor vivencia em sociedade.

"É indispensável que nas escolas sejam respeitadas as diferenças e que haja atenção aos aspectos socioemocionais que permeiam as relações no ambiente escolar, de modo a combater o bullying. Trabalhamos diariamente para a formação de crianças e adolescentes que saibam respeitar uns aos outros", ressaltou.

Inauria Venturini Silveira, que é professora da escola Elza Deeke, sabe que o tema merece muita atenção e por isso procura, para combater a prática, utilizar a leitura de livros, histórias, filmes, pequenos vídeos e músicas com mensagens que façam o aluno refletir a respeito dos atos diante do outro. Ela explica que essas são atividades frequentes durante o ano.

"Temos ainda as conversas coletivas, individuais e conversamos com os pais quando necessário", finalizou.







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