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Os desafios da educação em Otacílio Costa

03 Dezembro 2017 23:01:00

No ano de 2016, em Otacílio Costa, mais de 200 alunos foram reprovados e mais de 80 abandonaram a escola, segundo indicadores do INEP.

Elaine Leal/ CO
Foto: Robson Ribeiro/CO

A educação no Brasil preocupa os educadores, os responsáveis e o poder público. O Ministério da Educação (MEC) apresentou, em setembro de 2016, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015. Nele, ficou constatado que a educação nacional está em patamares abaixo da meta.  

O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. Para fazer essa medição, é utilizada uma escala que vai de 0 a 10. A meta para o Brasil é alcançar a média 6.0 até 2021. O MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho em português e matemática na Prova Brasil, aplicada para crianças do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio. O índice é divulgado a cada dois anos.

Otacílio Costa também enfrenta desafios no desenvolvimento da educação.

De acordo com dados do Ideb 2015, a Rede municipal de educação, do primeiro ao quinto ano, o chamado fundamental 1, superou a meta do município, que era de 5,5 (Essa etapa obteve índice 5,8). Entretanto, no ensino fundamental 2, que compreende do sexto ao nono ano, ficou abaixo da meta, que era de 5,7, ficando com o índice em 5, 1.

Na Rede Estadual de educação a situação é ainda pior, com todos os índices abaixo da meta, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental. No ensino fundamental 1, a meta era de 4,8, e o ideb foi de 4,7. No fundamental 2, o esperado era 5,2, enquanto a média foi de 4,3.


Reprovação e evasão escolar na mira da Secretaria de Educação

De acordo com informações do INEP, só no ano de 2016 mais de 200 alunos foram reprovados e mais de 80 abandonaram a escola.

Segundo o Conselho tutelar do município, em 2017, até o fechamento desta matéria, 124 alunos abandonaram os estudos, a maioria na faixa etária que vai dos 15 aos 18 anos.


Segundo a Secretária Municipal de Educação, Eliane Pereira, quando a escola percebe que há alunos que estão ausentes começa uma busca por esse estudante. Caso não dê resultados, a instituição registra a situação no Apoia online (um programa do Ministério Público); depois o conselho tutelar, que também tem acesso ao Apoia, busca fazer com que o aluno regresse à escola. Não havendo sucesso, o conselho encaminha o caso para o Ministério Público.

A secretária salientou que a reprovação é um dos maiores motivos que levam ao abandono dos estudos por parte dos alunos. O insucesso, segundo ela, é um fator que desestimula a crianças e adolescentes.

"Na rede municipal estamos atentos à questão da retenção. Fazemos reuniões periódicas com os suportes pedagógicos e equipes gestoras das unidades escolares a fim de discutir os dados e implementar projetos e ações para que os índices de reprovação diminuam", afirmou Eliane.

A secretária cita projetos, como o Apoio pedagógico, que é realizado nas unidades escolares no contra turno, o Descomplica, que trabalha matemática com os alunos de quarto e quinto ano e a capacitação de professores.

De acordo com Rosana Rosa, Vice Coordenadora do Conselho Tutelar, as ações para ajudar o aluno a retomar a vida estudantil incluem uma busca ativa pelos estudantes e responsáveis, orientações de diversas naturezas e, caso seja identificada a necessidade um profissional, como um psicólogo, no acompanhamento o Conselho faz a intermediação.

Ela explica que quando se trata de adolescentes o retorno, em alguns casos, é mais difícil. A causa da dificuldade pode estar associada a questões de emprego e até mesmo a visão de que o estudo não é importante.

"É muito difícil, nesse período da vida, pois quando param de estudar, alguns começam a trabalhar ou apenas não querem mais voltar à sala de aula, mas orientamos os pais para que conversem muito com os filhos e que expliquem a importância do estudo na vida deles", explica Rosana.

Neste ano, segundo dados do conselho tutelar, 31 pessoas retornaram para as escolas após os trabalhos de busca ativa do órgão.

Segundo o promotor de justiça, Thiago Nart, a comarca de Otacílio Costa participa do Programa Apoia, um programa para combater à evasão escolar. Ele foi criado em 2001 pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Escolas, Conselhos tutelares, o MPSC e toda sociedade interagem para levar o aluno de volta à sala de aula.

Ainda de acordo com o promotor, constantemente os responsáveis procuram a promotoria para esclarecimentos e orientações.


Comarca de Otacílio Costa está com três Procedimentos Administrativos e uma Ação Judicial em andamento.

O MP está com três procedimentos administrativos apurando casos de evasão escolar e um processo judicial. Um dos procedimentos é de uma adolescente de 17 anos, que abandonou o 1° ano do ensino médio da Escola Nossa Senhora de Fátima. Outro caso é de uma adolescente de 15 anos que abandonou a 8ª série na Escola Argelino Barbosa de Souza e o último, um adolescente de 17 anos que abandonou o 1º ano do Ensino Médio, também na Escola Nossa Senhora de Fátima. O processo judicial é de 2015 e a idade do aluno, na época, era 17.

"Instauramos sempre um procedimento administrativo para investigar a responsabilidade dos genitores/responsável legal, os quais podem vir a ser processados criminalmente (artigo 246 do código penal) ou civilmente (artigo 249 do estatuto da criança e do adolescente), explicou Nart.

EJA é oportunidade para maiores de 15 anos que desejam completar os estudos


Para aqueles que estão acima dos 15 anos sem concluir o ensino fundamental ou médio, e desejam voltar a estudar, existe uma oportunidade na modalidade conhecida como Educação de Jovens e Adultos (EJA).

No prédio da Escola de Educação Infantil Catarina Fuhrmann, no período da noite, funcionam seis turmas da EJA. Três são de Ensino Fundamental, com 88 alunos, e três são de Ensino Médio com 116.

Dorotéia Santos de Andrade, 45 anos, moradora do bairro Santa Catarina, que retomou os estudos no fundamental, havia parado de estudar aos 16 anos. Com o objetivo de voltar ao mercado de trabalho se matriculou na EJA e hoje está concluindo o Ensino Médio. "Eu tinha o sonho de voltar a estudar, e também preciso de estudo para entrar no mercado de trabalho. Para quem está pensando em voltar eu digo que vale apena o esforço" compartilhou a aluna.


Mesmo nas classes da EJA, de acordo com a diretora Helena Wolniewicz de Liz, que trabalha na Unidade Descentralizada desde 2008, a evasão escolar também acontece. Os alunos, em alguns casos, encontram dificuldade em conciliar os estudos com o trabalho ou com os cuidados com a família.

A diretora ressaltou que, em sua experiência como educadora, observou que muitos alunos retomam os estudos por exigência do mercado de trabalho, seja para conseguir um emprego ou para ter mais chances de crescer na empresa, e alguns prosseguem os estudos ingressando nas faculdades. "Tivemos vários alunos que concluíram o estudo na instituição e prosseguiram na vida acadêmica. Hoje temos alunos fazendo direito, outros que já concluíram mestrado e alguns que fizeram curso técnico", salientou.

Dentre os ex-alunos que prosseguiram os estudos encontramos a professora de matemática Jeane Aparecida Souza. Ela, que é professora na mesma Unidade onde concluiu o antigo supletivo, o que equivale à EJA, entrou para uma faculdade em 1996, fez especialização em matemática, e já concluiu um mestrado em Educação.

"Com 15 anos eu parei de estudar. Quando optei em voltar eu tinha 18 anos e um filho e não me sentia à vontade em frequentar o ensino regular. Conclui a 8ª série e o Ensino Médio no supletivo", falou emocionada.




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