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Projeto acadêmico 'Elza Deeke como Patrimônio' reconhece valor cultural da escola

Elaine Leal


A história de uma instituição de ensino que é mais antiga que a cidade na qual está instalada, que funcionou em diferentes locais e teve outros nomes. Essa uma parte da história da EEB Elza Deeke que está sendo contada pelas ex-alunas da escola e atuais acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo Caroline Lopes, Bruna Klegin, Nathalia Frutuoso e Maria Paula Calcmann.  

As jovens desenvolveram o projeto 'EEB Elza Deeke como Patrimônio' para a disciplina de Patrimônio Cultural lecionada pela professora Lilian Louise Fabre Santos. Na primeira etapa, elas fizeram levantamento histórico, a busca de fotos, entrevistas com ex-funcionários. Para finalizarem, apresentaram para a turma o trabalho. Na segunda, que será no próximo semestre, o projeto visa envolver mais a população otaciliense.


Segundo o grupo, o objetivo é levar para população de Lages e região, no caso delas, Otacílio Costa, um olhar mais sensível para as cidades e conscientizar a todos da importância de contar e preservar as histórias. "Escolhemos a EEB Elza Deeke principalmente pelo valor afetivo que ela possui para nossa cidade, onde sua origem antecede a própria fundação do município, que na época ainda pertencia a Lages e, posteriormente desmembradas as terras, originou-se Otacílio Costa. Este aspecto demonstra a grande importância da escola para o contexto histórico do local, que por meio de sua preservação é possível dar continuidade e o devido significado que ela possui para os moradores de Otacílio Costa", explicaram.

Elza Deeke, um bem cultural com muita história


As acadêmicas ressaltam que a escola é um bem cultural. Como primeira escola da comunidade, possui um valor cognitivo e afetivo. Acompanhou toda história de construção e progresso do município. "A partir dela são contadas histórias de quem já estudou ou lecionou, e diante disto a sensação de pertencimento da cidade, por compartilhar essas histórias dos tempos de colégio, que geralmente são lembrados com nostalgia.

No trabalho escrito que produziram está a memória de uma ex-funcionária em forma de depoimento. Ela é a professora aposentada Hedilamar, que lecionou por quase 30 anos na escola. "Hoje sou aposentada, mas com muita saudade daquele tempo. Trabalhei durante 2 anos na escola Elza Deeke, nos anos de 1970 e 1971. A escola era de madeira, quadro negro de giz e havia poucos apagadores. Usávamos um feltro para apagar o quadro, e usávamos também um guarda pó branco, que era o nosso uniforme. Era obrigatório o uso. Eu dava aula de matemática e português para o curso ginasial da época, hoje chamado ensino fundamental. Eu e alguns colegas fomos as primeiras normalistas que chegaram em Otacílio Costa. Na escola, havia a Casa dos Professores, sustentada pela antiga indústria Olinkraft Papel e Celulose, empresa americana hoje conhecida como Klabin S.A. Ganhávamos por aulas dadas tanto do Estado, como da empresa Olinkraft. Era maravilhoso trabalhar no Elza Deeke naquela época, os professores eram tratados como tal, com muito respeito e admiração, tínhamos autoridade. Sinto saudades demais daquele tempo", relembrou.


Imagens

Foto: Divulgação/Alunas
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