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'A gente não pode parar. Pode diminuir o ritmo, mas não pode parar', afirmou a senhora Lourdes Zambonatto.

Elaine Leal

Ela ainda tem uma vida muito ativa aos 91 anos. Trabalha, dirige, borda e orienta os filhos na condução dos negócios da família. A senhora Lourdes Maria Menegate Zambonatto contou que começou a trabalhar ainda novinha. Filha de madeireiro, ajudava o pai a conferir as faturas. "Até ensinei meu primo os cálculos que eu havia aprendido porque ele tinha começado a trabalhar com a gente. Depois trabalhei, até casar, de caixa em uma cervejaria. A gente não pode parar. Pode diminuir o ritmo, mas não pode parar".  

Lourdes e o esposo, naturais de Erechim, chegaram em Otacílio Costa em 1959. Nas terras otacilienses abriram o primeiro posto de gasolina no dia 06 de março de 1961. Ela relembrou que passar de empregado para patrão exigiu muito sacrifício. No começo, eles pegavam o tanque de fora para pegar o combustível. Depois de um tempo, conseguiram comprar um caminhão. No veículo, o esposo levava madeira para Itajaí e voltava com combustível, ela ficava na cidade "tocando o posto com a piazada", comentou, destacando que foi a perda de uma aposta que fez tudo iniciar. "Na eleição de Jânio Quadros meu marido apostou uma janta com o dono do estabelecimento que tinha aqui. Ele perdeu e eu tive que fazer a janta. Assim tudo começou, de uma amizade e uma janta. Foi o dono do local que nos alugou o posto".

Como seus colaboradores na época eram semianalfabetos a própria Lourdes ajudou, em parte, da alfabetização deles. Acostumada a trabalhar, pegou firme nas atividades do posto de combustível. "Sempre fazia as minhas coisas para ter meu dinheiro, nunca gostei de pedir dinheiro para ninguém. Quando começamos com o posto, comecei a ajudar meu marido e trabalho até hoje". Até março deste ano, ela ia todas as tardes no posto para trabalhar. Desde a pandemia passou a exercer suas funções de casa. Ela também é uma das fundadoras da Casa da Amizade do Rotary Club.

"Tenho um carinho muito grande por Otacílio Costa".


Quando chegou na Capital da Madeira, já tinha o filho mais velho Paulo, já o Ciro nasceu em Otacílio Costa e a Luciane em Lages. "Eu tenho um respeito muito grande por esse lugar. Aqui demos nossa virada, educamos nosso filhos e sempre fui respeitada", pontuou.

"Meu esposo foi um homem trabalhador, lutador, inteligente. Faz 30 anos que faleceu. Sempre foi preocupado com a educação dos filhos. Falava que os filhos tinham que se formar", finalizou.






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