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Animais abandonados podem ser adotados temporariamente para tratamento

Além de trabalhar a adoção dos pets a Aopa também busca pessoas que possam cuidar deles por um tempo.

Foto: Divulgação/Aopa

Em Otacílio Costa, é comum encontrarmos animais, principalmente cachorros, abandonados pelas ruas. O abandono, além de ser um crime previsto em lei, gera problemas sociais, causando o aumento descontrolado da população animal e possível proliferação de doenças; além, do risco de acidentes envolvendo animais e veículos.  

De acordo com a Associação Otaciliense de Proteção aos Animais (Aopa), nos últimos três meses, foram recolhidos e resgatados cerca de 100 animais abandonados pela instituição. Sendo que no inverno os casos de abandono aumentam. Ao todo, já foram doados 250 animais. Ainda estão disponíveis para adoção 30 pets.

Hoje, segundo Francini Martins, secretária da Aopa, não há um veterinário que faça trabalho voluntário para a associação. Assim, todos os tratamentos que os animais recebem são pagos com os recursos da AOPA, incluindo as consultas, medicamentos, entre outras ações.

Uma postagem no facebook da instituição chamou a atenção dos internautas. Era um cachorro, que havia sido atropelado e não foi socorrido na hora do acidente. A associação buscou alguém que pudesse adotá-lo temporariamente até sua recuperação. Ele estava com uma fratura exposta na perna, porém não apareceu ninguém para levar o animal para casa, assim uma voluntária do grupo se prontificou em cuidar do cachorro, mas ele não resistiu e morreu.

Ainda conforme Francini, existem muitos pets que estão sofrendo pelas ruas do município. Eles, no mínimo, precisam de um lar temporário para que sejam tratados das diversas enfermidades, como a sarna. "Um lar Temporário porque eles ficam um tempo caso a pessoa não queira adotar. Depois, com o animal saudável, encontramos um lar fixo para ele", explicou.

Cuidando dos animais que estão nas ruas

A nutricionista Jane Gehrke é uma das otacilienses que, quando vê um animal abandonado, busca fazer algo por ele. Ela, que faz de sua residência o lar temporário de vários animais, cuida de cachorros que estão na rua há mais de um ano. Pagou um veterinário que retirou mais de 100 bernes da cabeça do animal. Ele foi apelidado de Brown, por ser marrom, comentou Jane. "O cachorro não é meu, mas dou comida e outro dia paguei o veterinário. Eu e mais dois senhores temos cuidado deles. Dou comida e eles passam e dão os remédios. Estava com cheiro de podre e cheio de sarna. Por favor, façam assim também e ajudem. Acredito que o remédio de sarna custará bem menos que a hora do veterinário e a medicação foi dada. Já perdi a conta de quantos gatos e cachorros tirei da rua. Que tal todos fazermos um pouquinho", pontuou.

Ela ainda tem em sua casa duas cachorras para a adoção. Conforme a nutricionista, em um terreno baldio perto de casa uma cadela deu cria de oito filhotes. Sete ela conseguiu pessoas que adotaram, porém, a mãe e uma filhote ficaram com ela no seu lar temporário. "Se alguém desejar um super cão de guarda, ele cuida muito bem da área que fica. Também tem aqui em casa duas fêmeas para adoção, a mãe e a filhote", finalizou.

Ajuda do poder público para a Aopa cuidar dos pets

Para o vereador Charles Alexandre Chaves, o trabalho da AOPA é de estrema importância para o município nas questões social, de saúde pública e cuidados com meio ambiente. "A Aopa faz um bom trabalho de acolhimento dos animais. Passei a me inteirar mais sobre a associação. As voluntárias trabalham com recurso próprios da instituição e na maioria das vezes tiram do próprio bolso", salientou.

Ele fez uma indicação pedindo ao executivo municipal ajuda financeira para a associação. O valor deve ser usado para a compra de medicamentos, veterinário, alimentação, entre outras ações necessárias. "Antes, fiz um projeto de lei, em abril deste ano, transformando a associação em uma entidade de utilidade pública. Foi aprovada em sessão plenária pelos vereadores e, hoje, com o título de entidade de utilidade pública foi possível começar os repasses financeiros. O poder executivo acolheu toda a proposta e no final de julho já foram repassados cinco mil reais para a entidade", finalizou.






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