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Eternos namorados: idosos casados há 62 anos contam o segredo da vida a dois

Elaine Leal


Tudo começou quando o jovem Edgar Koerich, lá pelos anos de 1952, começou a trabalhar com o pai da menina Gertrudes Meurer. Ela, então uma adolescente de 13 anos, não foi tão percebida por ele, mas com o passar do tempo a amizade foi se transformando em amor. "Ela era muito nova eu nem dava atenção, mas com o tempo, como nos víamos todos os dias, acabamos nos apaixonando e a pedi em namoro", contou o senhor Edgar.  

Dona Gertrudes, hoje com 80 anos, relembrou, com um sorriso nos lábios, que antes do namoro oficial eles namoraram escondido. A permissão dos pais da moça para o romance foi dada somente quando ela completou os 15 anos. "Quando começamos a namorar oficialmente eu tinha 15 e com 17 nos casamos. Pouco tempo depois estava grávida da minha primeira filha", explicou.

Um casamento duradouro se faz com paciência e renúncia, diz o casal

O casal, que construiu uma família de cinco filhas e um filho, relembrou que o início da vida a dois foi muito difícil, sendo a questão financeira o maior problema que enfrentaram. "Chegamos a viver na miséria. Até nossa mudança foi feita na canoa. Nossas cadeiras eram caixotes e nossa mesa uma tábua, uma porta velha adaptada. Hoje em dia a vida está muito mais simples que quando éramos jovens", explicou.

Hoje com 83 anos, 'Seu' Edgar conta que o segredo para viver 62 anos de casados e felizes é saber que não há ninguém perfeito e que, na vida, sempre é necessário buscar a correção de suas próprias falhas.

Ela, endossando, acrescentou que o segredo também é um aturar as coisas do outro, ou seja, ter paciência com o cônjuge. "Não podemos nos chatear e brigar por tudo. Os casais precisam de mais paciência para lidar com as dificuldades do relacionamento", acrescentou.

Para uma das filhas do casal, Cléa Meurer Koerich da Cruz, os pais construíram uma família unida e firmada em Deus. Para ela, a maior declaração de amor que o pai faz para sua mãe é levantar todo dia de manhã, acender o fogo, preparar o café e levar para ela na cama. "Ela sempre pediu isso e agora ele, já no final da vida, faz para ela. Quando ela está doente o pai fica doente também, além de se preocupar muito e nos pedir para cuidarmos dela", falou emocionada.

Ela comentou que as cinco filhas do casal são todas casadas e quando enfrentam problemas na família buscam nos pais o conselho amigo. Aprenderam os valores de família e fé com eles. Cléa afirmou, bem orgulhosa, que nunca houve, na história de vida dos pais, traições. "Aprendemos que o casamento é para a vida toda. Eles sempre nos levaram para a igreja, mesmo quando não queríamos. Pensávamos que quando nós nos casássemos não iríamos mais à missa, porém todas nós continuamos indo aos sábados na igreja. Agradecemos a Deus os pais que ele nos deu", finalizou.







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