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Jovens otacilienses criam grupo para combater discriminação social

Elaine Leal

Lutar contra a as discriminações sociais. Esse é um dos objetivos da Rede de Oposição a Discriminações Sociais (RODS), criada em março deste ano por quatro jovens de Otacílio Costa.  

Os primeiros encontros foram realizados na casa de Iasmim Eger, 16 anos, uma das fundadoras do grupo. Ela, juntamente com Pedro Henrique Abreu, 17 anos, Gabriela Ramos, 18 anos e Brenda Álefi Ghizoni, 18 anos, se encontravam e ficavam por horas conversando sobre as questões sociais do município. Eles decidiram que algo maior deveria ser feito e criaram a RODS. A entidade já possui onze membros ativos. "Formamos o grupo porque existe uma necessidade absurda de se falar em políticas sociais em Otacílio, em saúde da mulher e como anda a qualidade de vida das mesmas. São pautas do interesse de todos e todas que estão sendo deixados de lado", ressaltou Iasmim.

Iasmim explica que todas as pautas merecem e recebem atenção, porque quando tomam uma luta como a principal as outras são deixadas de lado. "A iniciativa começou comigo. Sempre fui engajada na causa feminista e ativismo não se faz só do sofá de casa. Então esse ano tomei a frente. Mulheres tem que se reunir e organizar para que seus direitos não sejam ameaçados ou perdidos, como sempre foi feito. Não podemos nos calar, já fomos silenciadas por muito tempo", afirmou, prosseguindo com uma citação da filosofa e pesquisadora Djamila Ribeiro: "não posso escolher se vou lutar contra o machismo ou contra o racismo, se as duas opressões me atingem", pontuou.

Primeiro Encontro Feminista

O Primeiro Encontro Feminista em Otacílio Costa aconteceu do domingo, 26, no Centro de Convivência dos Idosos (CCI). Cerca de 73 pessoas participaram do evento, que abordou explicações do que é o feminismo e sua pluralidade.

Os participantes ouviram o depoimento de Liandra Serafim, 22 anos, e sua superação contra o preconceito por causa de seu corpo. Na sequência, a jornalista Ana Carolina De Lima falou sobre sua resistência ao constante assédio. O psicólogo Juliano Dias finalizou falando sobre o estado psicológico da mulher enquanto vítima de violência doméstica. Também houve música, poesia, coquetel e exposição de livros feministas.

No dia 16 de junho acontecerá o próximo evento do grupo, também no CCI, que terá o formato de roda de conversa e irá abordar a questão da cultura de estupro.







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