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Liliana, uma mulher de família

Elaine Leal


A advogada Liliana Marcondes Pinho, 72 anos, é natural de Paranaguá, Paraná. Ela nos contou que o maior tesouro que seu pai deixou para os filhos foi a educação. "Se preocupe em dar educação para os seus filhos. Patrimônio se perde, educação não", disse Liliane. 

Ela, que chegou em Otacílio Costa em 1970, aos 23 anos de idade, tem uma extensa lista de atividades e das mais variadas em seu currículo. Atuou como jornalista ( o primeiro jornal da cidade foi criado por ela com o nome 'Olinkraft em Progresso', circulava mais na fábrica Olinkraft). Atuou no movimento de emancipação do município, se candidatou à prefeitura da Capital da Madeira, foi eleita a primeira mulher vereadora do município, atuou como Secretária de Educação, presidiu 11 associações de moradores e a Casa da Amizade.

Ao se envolver com o movimento de emancipação do município, em 1982, sentiu de perto o preconceito da época contra as mulheres. "Mulheres não eram bem-vindas na política. No meio daquele movimento todo eu era praticamente a única mulher", disse.

Mas nossa personagem não parou por causa do machismo e preconceito que sofreu. Continuou prosseguindo com o objetivo de ser cada vez mais útil à sua sociedade. Se elegeu vereadora. "Fui uma controladora dos gastos do município naquela época". Segundo Liliane, era dito para ela que a minoria não podia falar, mas a então vereadora ocupava a tribuna e "gritava" pelo direito das famílias otacilienses. Honrei com meu nome.

"Fui trabalhando com a comunidade em diversos setores. Quando abriu a faculdade de direito em Lages, fiz o vestibular, passei e trabalho como advogada desde 1991. Eu entrei para o curso com 35 anos", assegurou.

Pessoas não são números, são famílias

Em nossa conversa ela, que atua em diversas áreas do direito, deixou claro que sua paixão e forte é a área familiar. A advogada ressaltou que as pessoas que atende não são números, são famílias. "Gosto quando conseguimos uma solução para que as famílias fiquem bem. Tentar resolver as coisas e acabar com o conflito, pois os pais se divorciam, mas não os filhos", declarou.

Liliana lembrou de um dentre vários casos em que se envolveu muito mais do que como advogada. Ela decidiu ajudar a família de três irmãos que estavam no abrigo municipal. Segundo ela, desde a atividade de cozinhar àquelas mais complexas foram passadas para os membros daquela família. "Foi um trabalho exaustivo emocionalmente falando. Eles não quiseram aprender, não houve retorno. As crianças acabaram indo para a adoção. Como resultado, fiquei muito desgastada e tive paralisia facial em dezembro de 2017", desabafou.

Para ela, infelizmente existem pessoas que têm a oportunidade de ter um lar estruturado, porém, jogam tudo fora. Lamentou não ter obtido êxito com essa família, mas como de costume, segue acreditando no ideal de que pode contribuir para que outras famílias vivam em harmonia e com bom relacionamento.

As pessoas perguntam à advogada por que mudou recentemente o escritório de lugar? Por que continua tão ativa? "Tenho vida e continuo com muita vontade de contribuir para a construção de uma cidade melhor", finalizou.







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