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Número de mortes por afogamento aumenta em Santa Catarina

21 Janeiro 2019 10:22:00

Ocorrências acontecem principalmente em áreas de água doce e sem a presença de guarda-vidas

Rede Catarinense de Notícias

Calor intenso, sol, férias e muitas pessoas procurando maneiras para se refrescar, seja nas águas agitadas do mar, ou nas calmas e tranquilas de um rio, lago ou piscina. Porém, muitos esquecem de tomar os cuidados necessários e o que seria uma diversão pode se transformar em transtornos e, até mesmo, numa tragédia. Em Santa Catarina, um dado alarmante merece atenção especial nesta temporada. O Corpo de Bombeiros registrou 38 afogamentos seguidos de morte entre 1º de outubro de 2018 e 15 de janeiro de 2019. No mesmo período do ano passado, foram 23 mortes. Isso representa um crescimento de 65,2%.

Dos 38 óbitos registrados nesta temporada (out/2018 - jan/2019), 24 ocorreram em água doce, todos em áreas não monitoradas. Em água salgada foram 14 mortes, sendo duas em áreas guarnecidas e 12 em locais sem a presença do guarda-vidas. 

Considerando o ano de 2018 (1/jan - 31/dez), foram registrados 49 óbitos. Dessas mortes, 34 foram em água doce e em áreas sem guarda-vidas. No mar, foram 15, sendo que apenas uma morte foi em local com a presença da corporação. Isso graças ao intenso trabalho de prevenção realizado pelo Corpo de Bombeiros.

O tenente Ian Triska, instrutor de salvamento aquático e chefe de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar, explica que a maioria dos locais de óbitos por afogamento ocorrem em água doce, como rios, represas, lagoas e cachoeiras, onde não há a presença da corporação. 

São vários os fatores. O tenente relata que no interior do estado muitas pessoas não têm o hábito de praticar natação e a profundidade dos rios de uma hora para outra pode aumentar. Sem contar as correntezas, que são fortes. Também é muito comum o uso de embarcações, às vezes precárias, e sem o uso dos coletes. Outro fator constatado é a ingestão de bebidas alcoólicas que, associadas aos fatores citados, podem colaborar para as mortes por afogamento, assim como a falta de supervisão com as crianças. "A educação é imprescindível para que este número de mortes seja reduzido", observou. 

Os casos 

Em pouco mais de três meses de Operação Veraneio do Corpo de Bombeiros Militar, os guarda-vidas que atuam em 170 balneários (praias, rios e represas) realizaram 2.773.810 prevenções em Santa Catarina, que consiste na abordagem à população: orientações sobre os melhores locais para banho, apito quando alguém entra em local de risco e outras informações. No estado, são 1.146 guarda-vidas civis na trabalhando alta temporada por dia. 

O tenente Ian Triska lembra de um caso onde três crianças estavam brincando no mar, enquanto os pais estavam na cadeira de praia. A bandeira sinalizava perigo e corrente de retorno. Os pais foram alertados, mas os filhos continuavam na beira da praia. Num mesmo momento, as três foram levadas simultaneamente pela corrente de retorno. Atento à situação, um guarda-vida conseguiu chegar antes que a tragédia fosse maior. Elas estavam afundando e ele entregou o equipamento de flutuação às crianças. Apesar de continuarem sendo arrastadas pela água, a moto aquática foi acionada, e o guarda-vidas conseguiu retirá-las da água. 

O mesmo trauma também já foi vivido, nesta temporada, por 1.131 banhistas, que foram arrastados, mas não chegaram a se afogar graças à rápida atuação dos guarda-vidas. Os casos foram registrados tanto em mar quanto em água doce e muitos deles envolveram crianças e adolescentes. 

"É preciso respeitar as bandeiras e avisos. E é muito importante que os pais não deixem as crianças sozinhas. Nossa missão é salvar vidas e proteger as pessoas. Orientamos para que um momento de diversão não se torne uma tragédia", avisou o tenente Ian. 

Principais causas

As principais causas dos afogamentos relatadas pelo Corpo de Bombeiro são normalmente a falta de experiência com a água e descuido. Outro fator de risco é a ingestão de bebidas alcoólicas. Geralmente as pessoas perdem a noção de perigo, as habilidades para nadar ficam menores e, em caso de afogamento, a recuperação da vítima é muito complicada. "Inclusive a maior parte dos arrastamentos acontecem das 16h às 18h, fato atribuído à ingestão de bebidas alcoólicas", ressaltou.

No mar, as correntes de retorno são a causa de aproximadamente 90% das ocorrências de afogamento em Santa Catarina. Neste caso, a água retorna com mais força da areia e puxa o banhista para dentro do mar. Em água doce, as correntes já estão presentes no curso do rio ou no entorno de cachoeiras. Além disto, nestes locais, os perigos com o fundo (com troncos de árvores, redes e ferragens), a profundidade e a falta de cuidados podem ser fatais.

Calor intenso, sol, férias e muitas pessoas procurando maneiras para se refrescar, seja nas águas agitadas do mar, ou nas calmas e tranquilas de um rio, lago ou piscina. Porém, muitos esquecem de tomar os cuidados necessários e o que seria uma diversão pode se transformar em transtornos e, até mesmo, numa tragédia. Em Santa Catarina, um dado alarmante merece atenção especial nesta temporada. O Corpo de Bombeiros registrou 38 afogamentos seguidos de morte entre 1º de outubro de 2018 e 15 de janeiro de 2019. No mesmo período do ano passado, foram 23 mortes. Isso representa um crescimento de 65,2%.

Dos 38 óbitos registrados nesta temporada (out/2018 - jan/2019), 24 ocorreram em água doce, todos em áreas não monitoradas. Em água salgada foram 14 mortes, sendo duas em áreas guarnecidas e 12 em locais sem a presença do guarda-vidas. 

Secom/



Considerando o ano de 2018 (1/jan - 31/dez), foram registrados 49 óbitos. Dessas mortes, 34 foram em água doce e em áreas sem guarda-vidas. No mar, foram 15, sendo que apenas uma morte foi em local com a presença da corporação. Isso graças ao intenso trabalho de prevenção realizado pelo Corpo de Bombeiros. 

O tenente Ian Triska, instrutor de salvamento aquático e chefe de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar, explica que a maioria dos locais de óbitos por afogamento ocorrem em água doce, como rios, represas, lagoas e cachoeiras, onde não há a presença da corporação. 

São vários os fatores. O tenente relata que no interior do estado muitas pessoas não têm o hábito de praticar natação e a profundidade dos rios de uma hora para outra pode aumentar. Sem contar as correntezas, que são fortes. Também é muito comum o uso de embarcações, às vezes precárias, e sem o uso dos coletes. Outro fator constatado é a ingestão de bebidas alcoólicas que, associadas aos fatores citados, podem colaborar para as mortes por afogamento, assim como a falta de supervisão com as crianças. "A educação é imprescindível para que este número de mortes seja reduzido", observou. 

Os cuidados

A orientação do Corpo de Bombeiros para evitar acidentes é procurar o banho próximo aos postos de guarda-vidas, verificar as condições do local onde pretende mergulhar e não deixar a água ultrapassar a linha da cintura. Nunca nadar após ingerir bebidas com álcool. Outro cuidado é com as crianças, que precisam estar sempre a um braço de distância dos responsáveis.

Em embarcações, o uso de coletes salva vidas é imprescindível. O tenente Ian chama atenção ainda para que as pessoas não tentem salvar banhistas vítimas de afogamento sem estarem habilitas ou devidamente treinadas. Neste caso, uma das indicações é lançar algum objeto que o ajude a flutuar e acione os guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193. Caso contrário, é possível que a pessoa se torne uma segunda vítima. 

Outro cuidado é evitar se aproximar de costões. Ao caminhar sobre as pedras destes ambientes, observe antes se uma onda não poderá atingi-lo e jogá-lo no mar ou até mesmo escorregar. Nunca se atirar de cabeça para mergulhar. Certifique-se da profundidade e verifique a presença de pedras ou mexilhões grudados nas pedras que podem cortar, no caso do mar. Um acidente pode provocar sequelas irreversíveis. Estes cuidados são essenciais também para costões e pedras de riachos, lagoas, açudes, cachoeiras, rios e represas.

Secom/





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