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O casal Araújo: Uma história de amor e dedicação à sociedade catarinense

Elaine Leal


O Casal de policiais militares Coronel Célio Oliveira de Araújo e a 2ª Sargento Andreza Araújo têm servido à sociedade civil catarinense com honra e dedicação. Em reconhecimento, respeito e gratidão o jornal Correio Otaciliense traz uma matéria sobre a incrível jornada desses heróis de farda.  

Ao longo de 29 anos de corporação, coronel Araújo, que é natural do município de Palmeira, construiu sua carreia servindo em diversas cidades de Santa Catarina, incluindo Otacílio Costa, onde trabalhou por quase oito anos. Ele destacou que teve a satisfação de ser o comandante das Unidades por onde passou. "Sempre primei em executar meu trabalho com profissionalismo e bom desempenho em prol da comunidade na qual estava servindo. Foi um tempo muito gratificante para mim", afirmou.

Inicialmente, a família do coronel foi contra sua escolha de seguir a profissão de policial militar. Na época ele cursava faculdade de agronomia, mas ao ter conhecimento da carreira policial e, sendo influenciando por um cunhado que servia na corporação, ficou encantado, fez a inscrição, passou na prova e entrou para a vida militar.

Ele, que no dia 31 de janeiro foi promovido a coronel e decidiu entrar na reserva remunerada, relembrou uma, dentre tantas ocorrências de vulto, que impactou em sua carreira.

O assalto ao carro forte que transportava valores da Klabin

O coronel nos contou que o fato se deu em 1998. O carro foi interceptado por homens altamente armados com fuzis, metralhadoras e granadas. A PM tinha apenas revólveres e não havia coletes a prova de balas. Toda a ação para prender os assaltantes durou quatro dias. "Ficamos no mato e totalmente mobilizados para esse fim. Mesmo com toda dificuldade que tínhamos, na época, conseguimos prender todos os envolvidos no assalto", afirmou orgulhoso.

Os jovens que desejam seguir a carreira militar, conforme o coronel Araújo, não irão se arrepender. A instituição dá oportunidades de crescimento. Ele ressaltou que é preciso ter dedicação à carreira.

"Sempre fui um incentivador da minha esposa", disse coronel Araújo

Ela confirmou, "Ele foi um dos meus maiores incentivadores e o maior ajudador". Emocionada, a 2ª sargento Andreza Araújo, que foi promovida também no dia 31 de janeiro, nos contou que o apoio do esposo foi fundamental para o bom êxito de sua carreira como policial militar.

A sua história de amor, respeito e admiração pela corporação, segundo a sargento, começou na infância. Ela, que teve oportunidade de servir por outras corporações, ainda criança ao ver um policial batia continência. O sonho era colocar a farda caqui e calçar o coturno. "Eu via uma viatura e achava a coisa mais linda do mundo. Quando conheci meu esposo, ele já era policial. Passei em três concursos, mas escolhi servir na PM", falou.

Por causa desta escolha, foram quase, ao todo, três anos fora de casa para estudar até que chegar a sargento. Para ela não desistir, disse a sargento, o esposo levava, todo final de semana, o filho de cinco anos para ver mãe. "Quando ele me deixou em Balneário, na frente do quartel e foi embora de carro com nosso filho, saí correndo atrás do veículo chorando. Na época eu morava em Anita Garibaldi", relembrou emocionada.

A primeira policial militar de Otacílio Costa

Quando chegou no município de Otacílio Costa para servir, a sargento sentiu grande dificuldade, pois era a única mulher em um universo masculino. Na época, havia o machismo, que foi quebrado aos poucos. "Dia após dia tive que mostrar que eu havia entrado na corporação pelo mesmo meio que eles. Não havia nem banheiro feminino para eu usar", acrescentou.

Ela, que de 2007 a 2014 trabalhou na viatura, conquistou a confiança de seus colegas e da população. "Minha maior arma sempre foi minha caneta. Nunca fiz diferença entre pobres e ricos. Agradeço à sociedade de Otacílio Costa pela confiança em meu trabalho.

A sargento abriu caminho para as policiais que, em 2013, chegaram no município. As barreiras tinham sido quebradas e já existia uma estrutura física para recebê-las, com banheiro e alojamento.

Em uma mensagem para as mulheres, incentiva aquelas que têm o sonho a seguir e prosseguir na carreira militar. "A mulher tem que estudar muito mais, porém vale à pena. É um esforço que será recompensado", concluiu.


Imagens

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal



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