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Padre Fabian Marcelo Capistrano, uma vida dedicada ao sacerdócio

Elaine Leal
Foto: Divulgação/arquivo pessoal

O lema de sua ordenação diz "Bem-Aventurados os que têm fome e Sede de Justiça, porque serão saciados". Seguindo essas palavras, Fabian Marcelo Capistrano tem vencido as dificuldades encontradas ao longo de sua vida sacerdotal. Nesta matéria vamos conhecer a história do sacerdote, que segue, desde seus 13 anos, uma vida de dedicação a Cristo e ao próximo.

Nascido na cidade de Lages, no dia 19 de abril de 1977, filho de João Capistrano e Vera Lucia Capistrano, desenvolveu sua infância e adolescência no bairro Fátima, em Otacílio Costa. O adolescente Fabian, que entrou aos 13 anos de idade no Semiárido Diocesano em Lages, já estava disposto a seguir sua vocação. Ele foi ordenado Diácono no dia 01 de agosto de 2004, na Paróquia Cristo Rei, em Blumenau, e se tornou Padre no dia 17 de abril de 2005, na Catedral São Paulo Apóstolo, também de Blumenau.

"Minha primeira Missa foi em Otacílio Costa", relembrou Fabian, que seguiu seu relato falando que ela aconteceu no dia 18 de abril de 2005, na Igreja São José Operário, onde foi Batizado.

Dedicação ao próximo


O padre contou que, neste momento de pandemia, está trabalhando na área de saúde, no combate a Covid-19, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, onde também atende desde 2019 na direção espiritual e Capelania. "Estou ajudando na captação de órgãos, assistência à famílias enlutadas e na direção espiritual ecumênica".

Seu histórico de amor ao próximo passa por atividades como ajudar os índios Guaranis, na Aldeia Maciambu, dar apoio a mulheres marginalizadas, acompanhamento dos portadores do HIV, trabalho com catadores de papel e com os meninos e meninas de rua, entre outros.

Os meninos e meninas de rua.

No ano de 1997 e 1998, ele e um grupo de universitários, para realizarem um trabalho com meninos e meninas de rua, em São Paulo, passaram um tempo morando na rua. O sacerdote ressaltou que eles sofreram preconceito, foram ignorados e chamados de vagabundos juntamente com as pessoas que assistiam. Eles também davam aulas para o grupo, uma forma de ajudar a combater o uso de drogas pelos menores em situação de rua.

"Até mesmo cristãos participantes, assíduos de suas igrejas, nos ignoravam, chamavam todos de "vagabundos", mas eles não sabiam que no meio dos ditos " vagabundos ", tinham trabalhadores, professores da Universidade, universitários e até mesmo aqueles que, um dia, seriam seus futuros Padres. Na época eu era presidente do diretório acadêmico de Artes Cênicas da PUC. Foi um período de inúmeros desafios, mas de uma verdadeira vivência do Evangelho de Jesus Cristo, estar no meio dos mais necessitados", afirmou

Os catadores

A experiência que mais marcou o padre foi o trabalho com catadores de reciclagem no lixão, na comunidade chamada Brejarú, em Palhoça. Tudo aconteceu em uma celebração de Natal em 1996. "Na época trabalhava com a Universidade Federal de Santa Catarina e era estudante de Filosofia da Unifebe, pelo projeto Universidade Solidária.

Foi em uma celebração de Natal, com os moradores do lixão. No meio da celebração apareceu uma senhora, Dona Maria do Carmo, com um pão grande, e ela disse: acabamos de comungar Jesus Cristo na Eucaristia e estamos satisfeitos, mas nossas crianças não podem sair com a vontade da partilha do pão. Na época era seminarista. Depois de distribuir as Hóstias consagradas, abençoei o pão e dei não só as crianças, mas para todos. Fizemos ali o gesto de partilha festejando, na simplicidade e humildade, o Nascimento do Menino Jesus. No final, todos trouxeram o que tinham, e no meio do lixão tivemos um verdadeiro Natal", lembrou.

As mulheres marginalizadas

Em Lages, na chamada Zona da Curva da Morte, o trabalho foi ajudar mulheres que sofriam violência e aquelas que eram obrigadas a se prostituir. "Tínhamos a Pastoral da Mulher marginalizada, onde havia uma casa para abrigar as mulheres que sofriam violência e prostituição".

Sua mensagem

Independente de classe social, etnia, credo ou preferência sexual, nossa Prioridade é atender o ser humano, como o samaritano atendeu o necessitado, mas principalmente seguir Jesus Cristo, que nos atendeu com amor, nos livrando de toda condenação, o JESUS que nos deu a salvação, mesmo conhecendo todas as nossas mazelas, mas mesmo assim nos Amou tanto que foi obediente ao Pai.

Cabe a nós, se não quisermos ter uma vida de hipocrisia, seguir os Caminhos de Jesus Cristo, que não fez nenhuma distinção, atendia a todos que tinham Fé nele com amor.

Afinal o único título que temos é de Filhos e Filhas de Deus. Os demais títulos não passam de títulos mundanos, que ferrugem corrói e as traças comem.


Imagens

Foto: Divulgação/arquivo pessoal
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