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Violência contra a mulher continua crescendo em Otacílio Costa

14 Agosto 2017 11:27:50

Processos praticamente dobraram no primeiro semestre de 2017 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Prática estaria associada à cultura regional e aos casos de histórico familiar.

Alisson Magalhães / CO
Foto: Robson Ribeiro / CO
A juíza demonstrou preocupação com crescimento dos processos

Agredidas, vilipendiadas, silenciadas, perseguidas, humilhadas, violentadas e diminuídas. Estas são algumas das situações às quais mulheres são submetidas que podem ser enquadradas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que acabou de completar 11 anos na última segunda-feira, 7.

De acordo com dados da comarca de Otacílio Costa, apesar da lei com o claro objetivo de proteger as mulheres, os processos que envolvem algum tipo de violência contra as mulheres quase dobraram no primeiro semestre de 2017. Ao todo, 42 ações penais com base na Lei Maria da Penha foram impetradas entre janeiro e junho de 2017. No mesmo período em 2016 foram apenas 26 processos.

Para a juíza Monica Grisolia Mendes, titular da Comarca, a prática está associada à cultura disseminada da região. “Os homens daqui têm a mentalidade de que, como eles sustentam a casa, podem agir como lhes convém”, afirmou a juíza.

De acordo com ela, os casos são mais frequentes durante os fins de semana, quando há um aumento na ingestão de bebidas alcoólicas e os homens chegam em casa alterados. “Algumas coisas que já desagradam, como chegam alterados, acabam partindo para a agressão”, explicou.

Histórico Familiar tem papel importante, diz juíza

Apesar de citar que a maioria dos casos acontece quando os homens estão sob efeito de álcool, ela chama atenção para o fato de que nem todas as pessoas que usam bebidas alcoólicas são violentas. Para a magistrada a resposta está, muitas vezes, no histórico familiar.

“Nem todos que bebem partem para agredir quem encontra pela frente. Quando olhamos o histórico, em vários casos são homens que viram esse comportamento nos pais e, anos depois, acabam reproduzindo a prática com suas esposas”, avaliou.

Ela pondera o fato de que uma Casa de Passagem poderia ajudar na prevenção dos casos, garantindo a segurança de mulheres em situação de risco. Seria uma casa, mantida pelo poder público, na qual as mulheres seriam amparadas e permaneceriam enquanto durasse a fúria dos companheiros, ou durante eventuais processos de separação, nos quais costumam acontecer a maioria das ameaças.

“Há muitos casos de ameaça quando as mulheres dizem que querem se separar. É quando os homens acabam perdendo a cabeça e ameaçando a maioria delas. A casa de passagem seria uma alternativa viável para garantir a segurança delas, já que não temos efetivo para manter um policial em cada casa onde os abusos acontecem”, prospectou.

Solução passaria pela educação

Conforme a juíza, o fato de os casos estarem ligados, de certa forma, à cultura da região, sugere que a educação tem um papel importante para a prevenção da prática a longo prazo, pois as crianças que sofrem os efeitos de eventuais cenas de violência doméstica precisam aprender que é errado a fim de evitar que façam o mesmo no futuro.

“Penso que podem ser intensificadas, nas escolas, palestras sobre o tema, mostrando e conscientizando as crianças sobre a gravidade de um crime como esse”, salientou, defendendo que mesmo os adultos, em alguns casos, poderiam ser alvo de ações semelhantes. “Pode acontecer de um adulto ser informado sobre o crime e, então, mudar o comportamento”, finalizou.

Caso haja necessidade, a Central de Atendimento à Mulher, um serviço do Governo Federal, auxilia e orienta mulheres vítimas de violência doméstica através do número 180. As ligações são gratuitas e o atendimento funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.  

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