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Quaresma é tempo de conversão e preparação para a Páscoa

Foto: Foto/Divulgação

Em entrevista à imprensa na sede da Cúria, o bispo de Lages, Dom Guilherme Werlang, na quarta-feira de cinzas, explicou o sentido da quaresma e da importância da preparação para a Páscoa neste tempo: "A quaresma é o tempo específico de graça de Deus que nos chama à conversão, de olharmos para nós mesmos e vermos o que nós precisamos mudar em nossa vida para sermos fiéis discípulos de Jesus Cristo: na caridade, na solidariedade, na partilha, descer do pedestal da arrogância, do orgulho, da vaidade, abrirmos os nossos corações para partilharmos com os necessitados aquilo que Deus fez para todos, e não só para alguns".

Neste ano, aqui no Brasil, a Igreja, por meio da CNBB, propõem como tema inspirador para nossa caminhada quaresmal, "Fraternidade e vida: dom e compromisso" e isto iluminado pela Palavra de Deus apresentada na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10,33-34): "Viu, sentiu compaixão e cuidou dele".

Os quatro pilares dos exercícios quaresmais que devem nos levar a uma verdadeira conversão do coração e relacionamento com o próximo são, segundo o evangelho de Mateus 6,16-18: Justiça; Esmola, Oração e Jejum.

O lema da Campanha da Fraternidade se destaca, "sentiu compaixão". Sentir compaixão é muito diferente que ter dó de alguém, ter dó, sempre diminui, fere e tira a dignidade da outra pessoa que sofre ou é pobre. Quem tem atitude de dó para com o próximo, o deixa na situação da miserabilidade. 

Já a compaixão devolve a dignidade, cura, restaura, liberta e tira o sofrimento, a dor e a pobreza do próximo, porque quem pratica a compaixão se coloca no lugar do sofredor ou do pobre e assume para si a dor, o sofrimento ou a pobreza. Compaixão vem de compadecer, quer dizer, padecer (sofrer) com o outro, ou tomar para si o padecimento, a dor e o sofrimento do outro.

É exatamente aí que entra a palavra esmola e a forma de praticá-la. Esmola, caridade, amor, piedade, justiça e compaixão, são certamente entre outras, as palavras que mais foram esvaziadas, de seu significado que as originou nos povos muito antigos, dentre 1500 a 2000 anos antes de Cristo. Esmola em sua origem grega significa "eleêmosyne", "piedade, compaixão". Já "piedade", é sinônimo de compaixão, e não mero ato de reza, devoção abstraído de caridade.

Assim compreendido, compaixão deve ser entendido como "sofrer com", ou seja, compreender o que o meu próximo está sofrendo e procurar remediar tal sofrimento com a minha ajuda, não só econômica, mas sobretudo de solidariedade, de acompanhamento.

A Igreja nos ensina que a esmola precisa ser justa, prudente, alegre, secreta, desinteresseira e digna. A verdadeira esmola quando é digna, não ofenda a dignidade de quem recebe nem o faça sentir-se mal. Quando entendemos que dar esmola é dar um troquinho, um prato de comida ou uma roupa que já não usamos mais, a um pobre, um maltrapilho, a um faminto, mas mais para nos livrar dele imediatamente e aliviar nossa consciência do ter demais e de sobra, mas o deixamos na mesma miserabilidade e não nos empenhamos com seriedade para restaurar a justiça social, não praticamos atos cristãos que Jesus ensina no evangelho. A quaresma começa hoje, e a Campanha da Fraternidade nos pergunta: Como vamos praticar a nossa esmola?

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