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Perigo durante o pedal

Ciclistas pedem mais generosidade de caminhoneiros

Robson Ribeiro/ CO

O acostamento estreito, com um espaço bastante reduzido, é um dos obstáculos para quem trafega de bicicleta pela rodovia SC-114, entre Otacílio Costa e a BR-282. Com isso, a proximidade com outros veículos, principalmente carretas, é quase inevitável, fator esse que causa medo em quem decide praticar o esporte no referido trajeto.

O otaciliense Murilo Jean de Souza, 39 anos, pedala em média três dias por semana ao longo da SC-114. Conforme ele, falta mais conscientização e até mesmo respeito por parte dos motoristas de carretas. "Infelizmente eles não respeitam, passam tirando fino. Depois que a obra terminou as tartarugas, ao invés de serem colocadas em cima da faixa branca, foram colocados para dentro do acostamento, se o espaço para pedalar já era pequeno ficou ainda menor", lamenta ele, dizendo que outro obstáculo é a sujeira encontrada no acostamento, citando como exemplo galhos, barro, pedras, entre outros.

A PM Andreza Araújo, que também pratica o referido esporte, explica que, de acordo com o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta é infração média; passiva de multa. "Infelizmente eles não reconhecem que a bicicleta é um veículo de tração humana, e deve trafegar sobre a via. Quando andamos pela calçada aí sim estamos errados", pondera ela, anotando que foram solicitadas, ao Deinfra, algumas placas informando a distância que deve ser respeitada do ciclista, para serem colocadas ao longo da rodovia. "O cicloturismo cresce cada vez mais em nossa região, por isso temos que ter a conscientização de todos. Os ciclistas também devem contribuir, utilizando sempre uma roupa refletiva e sinalização na bicicleta", completa Andreza.

Otaciliense sofreu acidente recentemente

Era para ser mais um dia de pedalada tranquila, porém quase terminou da pior maneira para o otaciliense, Nilton José Martins, o "Bocaina", 51 anos. Ele estava quase concluindo o percurso que faz frequentemente, quando foi atingido por uma carreta e caiu sobre o acostamento. O acidente aconteceu há cerca de 20 dias. "Eu estava sobre a ponte do Rio Canoas quando a carreta me bateu, não sei se foi com a lona ou o rodo-ar, mas caí desmaiado ao chão. Eu estava quase passando a ponte, se fosse um pouco eu poderia ter caído dentro do rio ou batido na mureta, aí seria fatal. Ele poderia ter desviado, pois não vinha nada do outro lado. Mas infelizmente, assim como muitos, ele não respeitou. Eles passam tirando fino", lamenta o esportista.

Foram aproximadamente mais três quilômetros de caminhada até chegar em casa para pedir socorro. "Desmaiei umas duas vezes no caminho. Mas consegui chegar em casa, respirando muito mal", conta Bocaina. Após atendimento, no Hospital Santa Clara, ele foi encaminhado à Lages, para um diagnóstico mais detalhado. "Passei por raio-x e tomografia. Graças à Deus não tive nenhuma fratura, mas a dor do impacto foi muito forte" detalha.

Mesmo com o susto Bocaina adianta que não vai parar de pedalar, porém somente durante o dia. "Infelizmente devido a uma cirurgia que fiz na coluna não posso pedalar na estrada de chão. Vou continuar pedalando, mas à noite não dá, pois eles não respeitam", conclui.






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