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EM DIA COM A FÉ

Como pode Deus assistir impassível?

Alisson Magalhães, pastor da Igreja do Nazareno, publicitário e jornalista
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“Como pode Deus, de quem vocês dizem ser amor, ao qual vocês louvam – Tudo que quer Ele faz no céu e na terra – Como pode Ele assistir impassível quando a dor revolver um corpo, sem interferir ajudando? Como pode Ele olhar para toda a miséria, os problemas e o sofrimento do mundo sem acabar com Eles?”

Você já se fez essa pergunta? Todas as vezes que uma tragédia acontece é natural que nos façamos essa pergunta. É possível que num momento de perda ou fase ruim da vida você a tenha feito, e é mais possível ainda que, com as enchentes que afetaram mais de 50 famílias, muitos estejam.

A pergunta acima tinha surgido no coração de uma jovem cheia de amor pela vida. Ela fora criada na liberdade selvagem das montanhas. Ao cair de um cavalo, ela sofreu um perigoso ferimento e agora acabara de ouvir sérias palavras do médico, que não poderiam ter sido escutadas por ela: Paralisada para sempre. Foi então que se empinou toda a obstinação do seu caráter:

- Odeio Deus! Esbravejou ela. Sim, odeio ele. Como pôde permitir isso, se é onipotente? Ele não tem nenhum amor.

Por um momento o fiel amigo e conselheiro espiritual que a assistia nessa aflição ficou calado. Então, como se quisesse dizer alguma coisa, ele perguntou:

- Foi muito dolorido quando colocaram o gesso em você?

- Dolorido?!? Foi horrível! Respondeu ela, e estremeceu com a lembrança.

- Então seu pai não estava aqui?

- Claro que estava.

- E mesmo estando aqui ele permitiu que você fosse tão maltratada? Ele poderia ter proibido os médicos, não acha?

- Mas era necessário. Ao menos, isso deve me ajudar para que eu possa voltar a sentar.

- Então – disse o amigo vagarosa e pensativamente – teu pai assistiu quando os médicos te causavam tantas dores, e ele deixou apesar de te amar tanto, ou justamente por te amar tanto?

A Doente fixou seus olhos com um brilho característico de compreensão sobre aquele que falava.

- Você está querendo dizer – disse ela hesitante – que Deus permitiu que o acidente aconteceu por que Ele me ama?

Ele aprovou com a cabeça pois não conseguia falar. Semanas se passaram.

- Poderia Deus curar-me? Perguntou ela certo dia.

- Sim, claro.

- Por que Ele não faz então? Pedi-lhe isso várias vezes. Você tem certeza que Ele realmente me ouve?

- Tenho completa certeza.

Ele tomou a bíblia da falecida mãe e disse: Procura entender o que eu vou te mostrar

Em poucas palavras ele esboçou a figura do filho do homem em seus últimos dias de vida terrena, e então leu sem qualquer comentário a maravilhosa oração do Getsêmani. Nós que escutávamos, víamos em espírito o santo combatente em sua misteriosa luta. Ouvíamos seu pedido comovente, mas submisso: ”Aba Pai, tudo te é possível e, se possível for, passa de mim esse cálice; contudo não seja feita a minha vontade, mas sim aquilo que tu queres” ( Marcos 14:36 ). Víamos – era essa a resposta ao seu clamor? – A turba que chegava, os esbirros, o traidor.

Então ficamos calados. Nenhuma explicação era necessária. A doente também compreendeu.

- Vês? Disse finalmente o amigo. Deus somente poderia dar o melhor ao seu filho.

- O melhor? Disse ela horrorizada. Ele foi levado e morto, morreu como um ladrão. Foi crucificado e humilhado. Isso é dar o melhor a alguém?

- Calma, continue ouvindo.

Rapidamente ele foleou algumas páginas da Bíblia e leu: “... aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor do que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de honra e de glória...” ( Hb 2:9 ).

Esse era o caminho para o reino. Isso foi maior, mais elevado. Somente assim Ele poderia se tornar o redentor dos homens. Jesus poderia ter recusado, pois tinha livre arbítrio para simplesmente não se submeter a tal jugo. Ele é Deus. Mas por amor a nós, entregou-se a si mesmo e a si mesmo se subjugou, sendo feito menor do que os anjos. Foi feito homem, e por todos nós, foi humilhado e machucado, tendo sido morto para, por sua morte, reinar em vida. E para que reinássemos com Ele, Ele ressuscitou, e está vivo desde agora e para sempre...

A moral por trás da história de todo sofrimento é que existe uma causa e um propósito em todo sofrimento, e descobrir esse propósito é o que nos impulsiona para a vida e nos prepara para entrar no reino.







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