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TURISMO

Operadoras de Turismo embarcaram 7,4 milhões de passageiros, aponta Braztoa

Entretanto, o faturamento de R$ 7,1 bilhões alcançado no período ainda está 44% abaixo do valor conquistado em 2019

Agência Guanabara por CO

Depois de 2020, ano no qual o mundo foi pego de surpresa com a chegada de uma pandemia inimaginável, 2021 começou com expectativas tímidas de recuperação do Turismo, mas terminou com resultados surpreendentemente positivos. É o que mostra o Anuário Braztoa 2022, estudo realizado pela BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) em parceria com a SPRINT Dados.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo, 2021 teve 415 milhões de viagens internacionais, com uma receita entre U$ 700 - 900 bilhões. Segundo dados da IATA, 2021 contou com 29,5% menos viagens domésticas em nível global em comparação a 2019, e uma queda de 24% na oferta de assentos (média global).

Já no Brasil, as operadoras Braztoa demonstraram garra e resiliência durante este período desafiador, mantendo suas empresas abertas e em atividade, buscando se reinventar e trazer novas formas de atender seus clientes e gerar receitas para seus negócios.

Em 2021, as operadoras BRAZTOA alcançaram R$ 7,1 bilhões em faturamento, uma recuperação de 77,3% em relação ao ano anterior. Quando comparado a 2019, esse número fica 44% abaixo do que foi registrado no período (15,1 bilhões).

O turismo nacional representou um faturamento de R$ 5,8 bilhões (82,5%), já as vendas de viagens para o exterior - segmento que enfrentou diversas restrições - atingiram a marca de R$ 1,3 bilhão (17,5%). O volume de passageiros embarcados foi surpreendente, contabilizando 7,4 milhões de embarques, o que corresponde a um aumento de 124,6% em relação a 2020 (3,3 milhões de pessoas), e 14,2%, se comparado a 2019 (6,5 milhões de pessoas).

Desse total, mais de 7,1 milhões foram para destinos dentro do Brasil (95,8%), o que equivale à cidade de Nova York com 100% de ocupação por 13 dias. Um aumento de 225% em relação ao ano anterior, e 48% a mais que em 2019. Já a porcentagem de pessoas que viajaram para destinos internacionais foi de 4,2%, ou seja, pouco mais de 300 mil brasileiros foram para fora do país em 2021.

"O embarque doméstico superou todos os valores já registrados pela BRAZTOA, demonstrando que o setor de viagens soube se reinventar e criar novos produtos, além da existência de uma demanda reprimida que já começou a ser sanada e, principalmente, a inclusão de viagens na agenda de interesses e necessidade dos brasileiros", disse Roberto Haro Nedelciu, presidente da BRAZTOA.

A presidente da Amures, prefeita de Palmeira, Fernanda Córdova disse que a Serra Catarinense acolhe a Braztoa, e que as operadoras irão ajudar a dar visibilidade e transformar o turismo em geração de oportunidades e negócios, efetivamente. "Nosso Trade Turístico tem capacidade de atender a demanda e ampliar a oferta de serviços diante do mercado. O que buscamos é o turismo a múltiplas mãos, como um negócio economicamente rentável, ambientalmente sustentável e socialmente justo", disse Fernanda Córdova.

 Sul é o terceiro destino mais procurado

 No Brasil, o Nordeste permanece na liderança, com 67% do faturamento doméstico e 85,5% dos embarques, seguido pelo Sudeste (11,2% faturamento e 4,7% de embarques) e pelo Sul (9% de faturamento e 6,8% de embarques). Norte e Centro-Oeste ficaram abaixo de 3% do total nacional.

Entre os destinos que compõem o pódio brasileiro dos mais buscados, Salvador  e Praia do Forte ficaram na primeira colocação, seguidos por Natal, Gramado e São Paulo. Destaca-se que as atrações mais vendidas foram resorts, praias e Natal Luz. Mais de 2,3 milhões de diárias em meios de hospedagem brasileiros foram comercializadas no período.

A América Central obteve o melhor desempenho, responsável por 27,7% do faturamento e 35,3% dos passageiros embarcados. Apesar das limitações  de fronteiras, a Europa ficou em segundo lugar, com 23,8% do faturamento e 12,8% dos embarques.

0No ranking de destinos, Cancun aparece em destaque, com grande vantagem dos segundos colocados Cairo e Miami. A atração mais buscada foi a Disney, mesmo diante das restrições de viagens para os Estados Unidos, vigentes até novembro de 2021. As Pirâmides do Egito também chamaram a atenção do público e apareceram entre as mais adquiridas. Em 2021, foram comercializadas mais de 687 mil diárias para hospedagens internacionais.

 Ticket Médio e perfil das viagens

 Com o aumento no volume de viagens realizadas, identifica-se uma redução de 15,7% no ticket médio dos roteiros domésticos em comparação a 2020, e de 45,8% em relação a 2019 chegando ao valor médio de R$ 820,55. "Esse número pode, em parte, ser explicado pela execução das viagens compradas nos anos anteriores, uma vez que o ticket médio é calculado pelo faturamento do ano de 2021 e pelas viagens realizadas no mesmo ano.

Esta redução também pode estar relacionada ao aumento da frequência das viagens e redução da sua duração, pela alteração dos produtos comprados, com reforço do terrestre, dentre outros fatores", explica Rayane Ruas, CEO da SPRINT Dados.

Vale ressaltar que ainda existe um volume de viagens que foram adquiridas antes da pandemia e só puderam ser executadas em 2021. Os operadores também apontam que, das viagens nacionais e internacionais adquiridas em 2021, 60% foram realizadas como previsto, 26% remarcadas, e apenas 13% canceladas.

Em relação à duração das viagens, os roteiros de média duração (5 a 9 dias) foram os mais escolhidos, alcançando 61% dos passageiros embarcados dentro do Brasil, e 79,8% dos internacionais.

Sobre o tipo de experiência vendida, as completas - aqueles que envolvem a parte terrestre e aérea representam 45% do faturamento, enquanto as viagens que englobam apenas a parte terrestre, sem aéreo, foram responsáveis por 34,7%. Vale ressaltar que, para a aquisição de viagens, a opção de pagamento parcelado em mais de cinco vezes atendeu a maior parte dos clientes (63%). O cartão de crédito e o boleto se confirmam como os principais meios de pagamento, sendo utilizado em 50% e 49% das vendas, respectivamente.

Quando o assunto é antecedência da compra, no mercado doméstico, 51% aconteceram no mês da viagem ou no mês anterior, ou seja, compra para consumo quase imediato. Para o internacional, as aquisições foram realizadas entre 2 e 6 meses antes. 75% das vendas foram feitas integralmente por meio digital e 23%, pelas lojas físicas.




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