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Sapecada do pinhão: O ritual que atravessa gerações

Técnica antiga de preparo transforma a semente símbolo da Serra Catarinense em experiência gastronômica e cultural; prática típica ganha destaque durante o outono e inverno, esquentando o clima que antecede a 36ª Festa Nacional do Pinhão

O estalar das grimpas e o calor do fogo compõem um cenário que atravessa gerações na Serra Catarinense. A famosa sapecada do pinhão vai muito além de ser apenas mais uma forma de preparo da semente. A sapecada é um ritual que carrega história, identidade e pertencimento. Herdada dos povos antigos e mantida viva ao longo do tempo, a técnica segue despertando curiosidade, principalmente dos turistas.

Também conhecida como “sapeco”, a prática consiste em formar uma pilha generosa de grimpas (que são os ramos/galhos secos do pinheiro), sobre os pinhões colhidos. O fogo é aceso na parte superior e, aos poucos, desce consumindo todas as grimpas, até atingir as sementes. O resultado é um sabor marcante do pinhão, deixando apenas a casca tostada por fora e o interior saboroso e pronto para o consumo.

Muito além de um método culinário, a sapecada se transformou em um atrativo turístico, especialmente durante o outono e o inverno, quando ocorre a safra do pinhão. É neste período que a gastronomia ganha protagonismo na região, mostrando a ligação entre clima, cultura e tradição.

A prática também ajuda a contar a história da própria Festa Nacional do Pinhão, um dos maiores eventos culturais e gastronômicos do Sul do Brasil. Em sua 36ª edição, a Festa será realizada de 22 de maio a 7 de junho, reunindo uma programação diversificada com shows nacionais, atrações artísticas e experiências gastronômicas em diferentes pontos de Lages, como, o Parque de Exposições Conta Dinheiro, Recanto do Pinhão Aracy Paim e Mercado Público Municipal Osvaldo Uncini.

Com sabores, histórias e encontros ao redor do fogo, a sapecada segue como símbolo de um povo que encontra no pinhão uma expressão da sua própria cultura. E, com a chegada da 36ª Festa Nacional do Pinhão, este cenário ganha ainda mais força e significado, e reunirá pessoas de diferentes lugares em torno de uma tradição que resiste também ao tempo.

Texto: Gabriela Sassi

Fotos: Diogo Schimitz

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