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SUS: E SE ELE NÃO EXISTISSE?

Quem já não viu o carro do SAMU parar na sua rua ou mesmo na sua casa para socorrer alguém? Quem não conhece alguém que já fez uso de remédios de alto custo, de diálise ou hemodiálise, de quimioterapia ou transplante contando com a assistência gratuita oferecida pelo SUS?

O Sistema Único de Saúde nasceu com a Constituição de 1988, transformando a saúde em direito universal, não importando se a pessoa é brasileira ou estrangeira, se mora no centro ou na periferia. Antes da sua existência, somente pessoas com carteira assinada que contribuíam para assistência social tinham direito ao atendimento médico gratuito, centralizado nos hospitais.

Desempregados e pobres dependiam de instituições filantrópicas ou da caridade pública. A saúde era tratada como um bem de consumo, não como um direito fundamental. Não havia prevenção de doenças, nem preocupação com saneamento básico; então a falta de acesso a serviços médicos e hospitalares causava alto índice de mortalidade.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, bancado pelo SUS, foi instituído em território nacional em 2004, objetivando organizar o atendimento pré-hospitalar de urgência/emergência, visando reduzir mortes e sequelas com socorro rápido.

E se não tivéssemos a assistência do SUS, como seria?

 - Vítimas de acidentes ficariam sem atendimento do socorro 24 horas oferecido pelo SAMU em quase 4000 municípios, cobrindo mais de 80% da população e assegurando transporte emergencial seguro até o hospital. Vidas se perderiam sem socorro imediato.

 - O sorriso seria mais amarelo sem os dentistas nas UBSs.

 - Muitas mulheres poriam a vida em risco para dar à luz, já que um parto em hospital privado é caro. O SUS garante o pré-natal, exames e parto gratuitos. Entre 2012 e 2020 a cobertura nacional de registro de partos no SUS foi estimado em 80,6%.

 - Desastres naturais agravariam colapsos, pois diante de enchentes e deslizamentos não haveria atendimento imediato. É o SUS que mobiliza médicos, enfermeiros e especialistas em saúde emergencial, levando insumos, vacinas medicamentos e montando estruturas provisórias de atendimento.

- Sem o SUS a maioria da população ficaria sem vacinas e doenças como pólio, sarampo e difteria voltariam a circular livremente. Temos um dos maiores programas de imunização do mundo, tendo distribuído mais de 604 milhões de doses de imunológicos entre 2003 e 2004.

­- Sem fiscalização da Vigilância Sanitária do SUS restaurantes e feiras livres seriam focos de doenças, provocando surtos de intoxicação.

- Sem o atendimento das 50000 UBSs não haveria atendimento de consultas e tratamentos para um simples resfriado, o que ocasionaria mais faltas ao trabalho e atrapalharia empresas e comércio.

- Sem a Vigilância em Saúde Ambiental, que monitora a qualidade da água em todo o país, até a água da torneira ofereceria risco por carregar vírus, bactérias e parasitas invisíveis que podem provocar surtos de diarreia, hepatite e cólera.

- Escolas fechariam por falta de estudantes, pois a falta de pediatras e vacinação em massa causaria mais mortalidade infantil, diminuindo o número de crianças em idade escolar. Prevenindo e vacinando, equipes do SUS ajudam a manter as crianças saudáveis, presentes na escola e com melhores condições de aprender.

- Para milhões de pessoas arcar com tratamento de hipertensão ou diabetes seria inviável. O programa Farmácia Popular distribui gratuitamente os remédios para estes tratamentos.

- Sem agentes de endemias teríamos pracinhas sem crianças pela multiplicação de mosquitos que espalhariam dengue, zika e chikungunya.

- Teríamos menos quantidade e qualidade de profissionais de saúde se o SUS não mantivesse 50 hospitais universitários federais que, anualmente, realizam mais de 10 milhões de atendimentos.

- Aumentaria muito o número de óbitos se o SUS não oferecesse cirurgias de alta complexidade, que são caras. O sistema financia mais de 85% dos transplantes no país e garante o fornecimento de medicamentos imunossupressores.

Se o SUS é considerado falho, pior seria a vida do brasileiro sem ele. Além de ser um sistema de saúde, “o SUS é a maior política pública de inclusão social desde a redemocratização, um patrimônio nacional e uma conquista coletiva que assegura respeito, equidade e vida digna para todas as pessoas.”

Fonte consultada: JÁ IMAGINOU UMA CIDADE SEM SUS? Revista Superinteressante. Outubro de 2025. Editora Abril

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