Pitaya ganha espaço na Serra Catarinense e reforça nova vocação da agricultura regional
Abertura da colheita em Cerro Negro une produção rural e turismo, e sinaliza diversificação da economia no interior
O que antes parecia improvável para o clima serrano agora começa a se consolidar como oportunidade econômica. A produção de pitaya, fruta típica de regiões mais quentes, vem ganhando espaço na Serra Catarinense e abrindo novas perspectivas para agricultores familiares que apostam na diversificação da produção.
Na última semana, em Cerro Negro, a abertura oficial da colheita marcou não apenas o início da safra, mas também um modelo que une agricultura e turismo rural. A propriedade, além de cultivar a fruta, utiliza o período da colheita como atrativo turístico, recebendo visitantes interessados em conhecer de perto o cultivo e experimentar a produção local.
Presente na abertura da colheita, a ex-prefeita de Palmeira e atual assessora especial da Casa Civil, Fernanda Cordova, destacou que iniciativas como essa mostram a capacidade de inovação do interior serrano.
“A Serra sempre foi reconhecida pela pecuária e pelas culturas tradicionais. Ver produtores investindo em novas alternativas e agregando turismo à produção é sinal de que o interior está se reinventando”, afirmou.
Segundo Fernanda, a diversificação da agricultura fortalece a economia local, gera renda para as famílias e cria oportunidades para manter jovens no campo.
“Quando o produtor consegue agregar valor, receber visitantes e transformar a propriedade em experiência, ele amplia sua renda e fortalece a comunidade”, pontuou.
A expansão da pitaya na região demonstra que a Serra Catarinense vive um momento de transformação no campo, com agricultores buscando novas culturas e modelos de negócio para enfrentar desafios climáticos e econômicos.
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